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26 de jun de 2011

VIOLÊNCIA COMO MÉTODO DE ENSINO


Sim. O ser humano ainda assusta. Possuímos todo um contexto de erros que fazem parte da nossa evolução, enquanto ser e enquanto sociedade. Mesmo assim não consigo não me assustar, ou ficar indignado com alguns acontecimentos que ainda ocorrem. O susto dessa semana foi por conta de um vídeo que está disponível na rede e que retrata o método nada pedagógico de um "professor" egípcio. No vídeo citado o indivíduo está fazendo correções de provas de um grupo de crianças e sua maneira de "educar" é através da palmatória. Sim, palmatória. E não, isso não aconteceu na década de 20, é de 2011 mesmo.

As cenas são fortes. O medo das crianças fica evidente e a violência vai além da agressão às mãos. Ele pega pelo cabelo, bate nas costas, nas pernas enquanto outras estão em fila esperando a agressão. Algumas pessoas vieram com o argumento de que talvez essa atitude seja cultural, ou seja, uma característica do ensino egípcio. Pois não. O "professor" está desaparecido e está sendo procurado pela justiça do país.

A palmatória foi o instrumento de punição física de estudantes mais utilizado no mundo. Seu uso ainda é popular em alguns países orientais. Já no ocidente, a Inglaterra só a proibiu em 1989.


Esse vídeo veio à tona em um momento em que várias notícias de professores sendo agredidos por alunos, surgiram na mídia brasileira. A escola é um ambiente onde as pessoas acabam por extrapolar suas vivências, portanto, essas questões nos levam a analisar todo o contexto em que os alunos chegam à escola. O diferencial entre Aluno e Professor é que os educadores passam por uma formação antes de chegarem ao contexto escolar, e já os alunos "caem de paraquedas" e começam um processo de aprendizagem que é mediado por esses profissionais. Violência é violência, mas um professor violento é inconcebível.

Com as campanhas pelo fim da violência infantil da década de 1970, o castigo corporal foi condenado. Transformado em crime na década de 1980, o uso do instrumento foi defitivamente abolido com a elaboração do Estatudo da Criança e do Adolescente, em 1990.

Fonte: A Palmatória

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