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18 de jan de 2012

BARTOLONOSSO


Oito. A madrasta retalhava um tomate em fatias, capaz de envenenar a todos. Era possível entrever o arroz branco do outro lado do tomate, tamanha a sua transparência. Com a saudade evaporando pelos olhos, eu insistia em justificar a economia que administrava seus gestos. Afiando a faca no cimento frio da pia, ela cortava o tomate vermelho, sanguíneo, maduro, como se degolasse cada um de nós. Seis.

Bartolomeu Campos de Queirós em "Vermelho Amargo" (Cosac Naify, 2011)

Foto: Rafael Mussolini

Essa semana a triste notícia do falecimento do escritor Bartolomeu Campos de Queirós pegou Minas e o Brasil de surpresa. Bartolomeu foi uma daquelas figuras essenciais para a literatura nacional. Não só deixou grandes obras como também um histórico de militância em prol das políticas públicas e a disseminação do livro e da leitura. Podemos perceber de forma mágica o que a literatura é capaz de proporcionar ao imaginário humano. Autor e leitor em relação de troca que vai das páginas do livro para a vida.

2 comentários:

Larissa Maciel at: 6 de novembro de 2013 12:47 disse...

Olá Rafael! Tudo bem? Fiz uma postagem breve sobre o livro de Bartolomeu. Utilizei a sua fotografia, algum problema? Achei ótima! Coloquei o seu nome abaixo da foto. Qualquer problema, deixe-me sabendo. Fui um pouco presunçosa em usá-la logo de cara, por isso venho agora te perguntar. Abraços! Para constar, ótimo blog!

Rafael Mussolini at: 7 de novembro de 2013 05:44 disse...

Olá Larissa. Sem problemas. Inclusive fico lisonjeado e obrigado pelos créditos. Abraço!

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