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13 de jul de 2012

DIÁRIO DE BORDO FLIP 2012: DA ILUSTRAÇÃO À POLÍTICA PÚBLICA


Dia 5


Segundo dia da FLIP. Uma caminhada e um bate papo agradável  com a escritora Ninfa Parreiras até o centro histórico de Paraty. A nossa programação anunciava: Oficina  de Ilustração com Janaína Tokitaka no Atelier Lúcio Cruz. A autora e ilustradora trouxe naquela manhã um assunto muito interessante para nós, mediadores de leitura, os contos de fadas. Fazendo uma rápida passagem pela história da ilustração, Janaína trouxe as biografias, curiosidades e trabalhos de alguns dos maiores nomes da literatura que se enverederam por esse gênero.


Tivemos também, nesse dia, a oportunidade de assistir a uma palestra que acredito ter sido um dos pontos altos da FLIP, com a escritora colombiana Silvia Castrillón, na Tenda dos Autores. Silvia e Alexandre Pimentel falaram sobre políticas públicas e a leitura no espaço público. Essa mesa contou com a mediação de Écio Salles que é o coordenador da FLUPP (Festa Literára das UPPs). Alexandre Pimentel exibiu um histórico sobre o projeto Biblioteca Parque de Manguinhos, situado em uma região de vulnerabilidade social no Rio de Janeiro. Em sua fala enfatizou a importância do acesso à leitura e principalmente a qualidade que esse atendimento deve ter.


Silvia Castrillón é uma defensora do livro. O livro como um direito. É uma das idealizadoras das bibliotecas comunitárias da Colômbia que transformaram a realidade de comunidades carentes. Ajudou a implementar uma rede nacional com 19 bibliotecas, cinco centros de documentação e quatro áreas de gestão cultural, em 28 cidades.

A biblioteca sozinha não resolve a questão da exclusão, pobreza e criminalidade, mas deve estar inserida no projeto que busca soluções.
Silvia escreveu o livro "O direito de ler e escrever", publicado recentemente no Brasil pela editora Pulo do Gato.


No período da tarde assistimos a uma mesa do Movimento por um Brasil Literário. Silvia Castrillón e Nilma Lacerda debateram sobre a Biblioteca na Escola, com a mediação do escritor Márcio Vassallo, na Casa de Cultura de Paraty. 


Também na Casa de Cultura aconteceu uma homenagem ao escritor Bartolomeu Campos de Queirós. Através da mediação da escritora Ninfa Parreiras, alguns amigos e admiradores do Bartô relataram episódios sobre a vida do autor, seus projetos e leram trechos de algumas de suas obras.

À noite fomos convidados para participar de um coquetel oferecido pelo Movimento Brasil Literário.

1 comentários:

Unknown at: 14 de julho de 2012 06:16 disse...

O diário tá melhor que filme,seriado, novela...

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