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3 de jul de 2012

DIÁRIO DE BORDO FLIP 2012: PRIMEIRA PARADA, RIO DE JANEIRO



Dia 3

Viagem ao Rio de Janeiro, a famosa cidade maravilhosa. Depois de passar por todos os tramites para embarcar no avião, uma viagem rápida. Pouco li do meu livro e já era hora de desembarcar. Esperar a bagagem na esteira foi mais demorado que a viagem em si.

Carro esperando e o primeiro choque cultural que tive, no Rio, foi um sotaque de Natal. Achei lindo. De dentro do veículo a única coisa que queria era captar alguma “maravilhosidade” da cidade, mas até então só via avenidas e rodovias não muito diferentes de Belo Horizonte, talvez apenas melhor planejadas.

Eu nunca tinha me visto tão religioso. Tudo que queria era dar de cara com a silhueta do Cristo Redentor no alto do morro. A cada esquina que se anunciava eu esperava vê-lo iluminado lá no alto. Acho que todo mundo espera isso ao chegar ao Rio.

Pelas placas percebi que estávamos no centro, os prédios passaram a me chamar atenção. Alguns muito iluminados, outros medianos, mas com uma arquitetura bonita, outros com ares de cidade histórica_ cidade histórica que ensaiava ser moderna, creio.

Estava no bairro do Catete. Ruas estreitas e um clima de interior com uma estrutura, assim meio bairro Santa Tereza em BH.
A essa altura já havia me esquecido do Cristo. Pensava em outras coisas. Depois de hospedado desço para o restaurante e foi no jantar que me serviram uma bela notícia como prato especial.

- Olha, para você que nunca veio ao Rio, estamos bem perto da Lapa e da praia viu?

Comi um pouco mais depressa, pois já estava tarde e eu queria mais era achar a praia então. Como assim vir ao Rio e não vê a praia?

Saí. Joguei-me pelas ruas do Rio de Janeiro, sozinho e com apenas as placas como guia. Gostei da movimentação intensa e incomum para uma terça feira à noite. Com o medo do desconhecido já praticamente deixado de lado cheguei à praia do flamengo.



   Com a noite a paisagem foi um mistério para mim. Conheci um Rio de Janeiro através de um véu. O Cristo devia estar apagado pois nada vi, mas a sensação da areia no pé e do som da onda batendo valeu a aventura do dia.


Amanhã estaremos todos rumo à Festa Literária Internacional de Paraty. E a noite , no Rio, terminou com um segundo choque cultural: um sotaque baiano.

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