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11 de jul de 2012

DIÁRIO DE BORDO FLIP 2012: RIO À LUZ DO DIA, FLIP NA EXPECTATIVA


Dia 04

Acordei mais cedo que o normal. Afinal, está no Rio abraça a paisagem. Um rápido passeio pelas ruas e pelo aterro do Flamengo, local que já me sentia íntimo por conta de Flores raras e banalíssimas. Tudo o que disseram era verdade, o Rio é lindo. 

Praia do Flamengo
Minha passagem pelo Rio tinha um objetivo maior. Estava alí representando o Polo de Leitura "Sou de Minas, Uai", um projeto de promoção do acesso à leitura, que trabalha com o empoderamento de quatro bibliotecas comunitárias de Belo Horizonte. Esse polo faz parte de uma grande rede, totalizando um número de 70 bibliotecas comunitárias assistidas em vários estados brasileiros, pelo Instituto C&A de Desenvolvimento Social, através do Programa Prazer em Ler. 

Saímos do Bairro do Catete, de ônibus, com representantes de diversos polos de leitura do Brasil rumo à cidade de Paraty. A Festa Literária Internacional de Paraty nos aguardava. Muitas pessoas e sotaques novos e uma mesma língua: a literatura. 

Pela janela o movimento da cidade do Rio de Janeiro. Tantos monumentos já conhecidos pela televisão e pelas fotos. Conhecer uma cidade tem sempre um cheiro característico. Fui devidamente apresentado, na medida do possível, à algumas atrações da cidade. Misturados aos recados, combinados e logística dos cinco dias de programação da FLIP podia escutar:

- Rafael, olha o Cristo.
- Rafael, olha o sambódromo.
- Olha lá a ponte Rio-Niterói.

Muitas novidades que os olhos tinham alguns segundos para apreciar. A medida que fomos nos afastando do centro e as matas foram tomando conta da paisagem, me sentí mais familiarizado com o que via. Morros altos e árvores magníficas, exuberâncias que são de Minas também. A viagem foi longa. No fone de ouvido Filipe Catto segue cantando "Dia Perfeito" - nada mais apropriado.

Depois de algumas horas, muitas conversas e expectativas chegamos à Paraty. Hora de deixar as malas na pousada e conhecer o centro histórico.

Centro histórico de Paraty e uma água a invadir

Uma maravilha de lugar. Para quem é mineiro traz uma lembrança de Ouro Preto, só que sem as ladeiras, com pedras maiores no calçamento e o mar como testemunha. Talvez seja por causa da FLIP, mas Paraty estava com cheiro de festa. Nesse período a cidade se transforma na Disneylândia dos apaixonados pelo livro e a leitura. As referências estão em cada esquina, o mundo todo se encontra em Paraty.


Tendas, praças, casas, estabelecimentos comerciais, barcos, pontes, enfim, a cidade se enfeita em prol das letras. A programação é incrível e para todos os gostos. Fomos conferir a participação de adolescentes do polo LiteraSampa (SP) em um espaço nomeado FlipZona. Os jovens falaram sobre a importância da leitura em suas vidas e seu poder de transformação. Terminaram com uma mediação de leitura. À noite aconteceu a Conferência de Abertura do evento e logo após show do Lenine. Pronto, estávamos imersos na FLIP.

Tenda dos autores, a principal estrutura do evento



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