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25 de dez de 2012

PAPAI NOEL GERAÇÃO COCA COLA



A imagem acima é considerada por muitos a responsável pela definição da clássica imagem do "bom velhinho", o Papai Noel. Foi criada pelo Thomas Nast (1840 - 1902), famoso ilustrador e cartunista americano, também considerado um dos pais da charge política americana. Valendo-se da imagem criada por Thomas a Coca Cola, em 1930, utilizando de uma poderosa campanha publicitária contribuiu para a popularização da lenda.


Aqui iniciou-se a discussão do papai noel enquanto símbolo natalino e do papai noel enquanto ícone do sistema capitalista. Particularmente vejo esse período como o pontapé inicial para o Natal que possuímos hoje, onde a troca de presentes suprimiu todos os outros aspectos da data e que é percepitível na peça publicitária acima.

A vinculação do nome de Nast à representação do Papai Noel ocidental é justa mas o surgimento da história do velhinho barbudo de vermelho é fruto de um sincretismo de lendas pagãs e cristãs.

Mitra era muito apreciado pelos romanos, seus rituais eram apenas homens que participavam. Era uma religião de iniciação secreta, semelhante aos existes na Maçonaria. Aureliano (227-275 d.C), Imperador da Roma, estabeleceu no ano de 273 d.C., o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro “Natalis Solis Invcti”, que significava o nascimento do Sol invencível. Todo O Império passou a comemorar neste dia o nascimento de Mitra-Menino, Deus Indo-Persa da Luz, que também foi visitado por magos que lhe ofertaram mirra, incenso e ouro. Era também nesta noite o início do Solstício de Inverno, segundo o Calendário Juliano, que seguia a “Saturnalia” (17 a 24 de dezembro), festa em homenagem à Saturno. Era portanto, solenizado o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte e o nascimento de um Novo Sol. Este fenômeno astronômico é exatamente o oposto em nosso Hemisfério Sul.
Com o passar do tempo, de gerações que foram sucedendo-se, veio o esquecimento e nem Mitra, nem Apolo ou Baal faziam mais parte do panteão de algum povo. Acabou restando somente símbolos: a árvore, a guirlanda, as velas, os sinos e os enfeites. Até que no séc. IV, mais exatamente no ano de 371, uma nova estrela brilha em nosso céu e na Terra nasce Nicolau de Bari ou Nicolau de Mira. A generosidade a ele atribuída granjeou-lhe s reputação de mágico milagreiro e distribuidor de presentes. Filho de família abastada, doou seus bens para os pobres e desamparados. Entretanto, tecia um grande amor pelas crianças e foi através delas que sua lenda se popularizou e que Nicolau acabou canonizado no coração de todas as pessoas.

No fim da Idade Média, ainda “espiritualmente vivo”, sua história alcançou os colonos holandeses da América do Norte onde o “bom velhinho” toma o nome de “Santa Claus”. Ao atravessar os Portais do Admirável Mundo, muito sobre o que ele foi escrito lhe rendeu vários apelidos, como: “Sanct Merr Cholas”, “Sinter Claes” ou “Sint Nocoloses”, e é considerado sempre como padroeiro das crianças.

Papai Noel já foi representado de diversas maneiras. Já possuiu características de elfo e de gnomo. Com o tempo foi se estabelecendo enquanto figura humana e foi alçado a ícone e símbolo do Natal.

São Nicolas é uma das representações do nosso Papai Noel   

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